A Quinta do Campo

Situada em Valado dos Frades no concelho da Nazaré, a Quinta do Campo foi a primeira escola agrícola do país, edificada no séc. XII pelos Monges de Cister.
Dispõe uma horta para passeios campestres.

A Quinta do Campo está a um passo da imensidão do Pinhal de Leiria, Nazaré, Alcobaça, Óbidos e Peniche.

A paisagem é de uma beleza única, com o Oceano Atlântico ali mesmo em pano de fundo.

A Quinta do Campo dispõe de 8 Moto4, Ping-Pong, matraquilhos e Snooker para que a sua estadia seja completa e com muita diversão.

Durante os seus dias na Quinta do Campo, usufrua dos vários equipamentos desportivos e dos harmoniosos jardins onde pode percorrer trilhos de observação da natureza.

Justificando o propósito inicial desta edificação, na Quinta do Campo são vários os cursos de água que nela existem deixados como herança pelos Monges de Cister, o que, a par da vegetação abundante e cuidadosamente tratada, acentua a sua aura romântica de uma magia envolvente, que fazem a delícia de quem por lá passe.
A Quinta do Campo, inicialmente denominada Granja do Valado, existe desde o séc. XII, aquando da construção do Mosteiro de Alcobaça. Pertencia aos Coutos de Alcobaça, território que foi necessário povoar e defender. Os conhecimentos em hidráulica dos Monges de Cister permitiram realizar um trabalho neste domínio de grande dimensão, devolvendo à terra o que a água do mar tinha conquistado em milhares de anos. Para Joaquim Vieira Natividade os Monges foram "os primeiros agrónomos portugueses".

Em 1798 foi requerido o Tombo da Quinta do Campo. Dos autos constam a descrição, dimensão e localização da maior parte dos edifícios atualmente existentes, salvo a casa de habitação que foi contruída já no séc. XVIII pelo ascendente dos atuais proprietários após a extinção das Ordens Religiosas em 1834.

Desde Maio de 2003 foi classificada como Imóvel de Interesse Público (IIP).

Os Jardins da Quinta do Campo, pela sua beleza e relação com o ambiente, proporcionam-lhe uma tranquilidade incomparável.

A Quinta do Campo tem como único objectivo tornar a sua estadia numa memória inesquecível para si e a para a sua família.

A Quinta do Campo possui um circuito de percursos pedestres onde pode gozar o clima e as excelentes vistas. Aproveite e recupere do stress do dia-a-dia, dando um passeio a pé e deixando a harmonia da natureza ficar em comunhão consigo.

A região Oeste

Zonas de interesse histórico

Na região não faltam pergaminhos históricos de grande notoriedade: a imponência do Mosteiro de Alcobaça e os túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro, a intemporalidade do Templo Visigótico de S.Gião, as ruínas romanas de Parreitas, a aventura de um passeio pelas muralhas do Castelo que encerra a Vila Museu de Óbidos, o Forte Medieval de Peniche e outras fortalezas de defesa da costa como Paimogo e Berlenga, a Lourinhã, com as míticas pegadas de dinossauros e a sua maior colecção de ovos em todo o mundo, as Caldas da Rainha com os seus museus de Rafael Bordalo Pinheiro, António Duarte e José Malhoa, o enigma do Mosteiro da Batalha e das Capelas Imperfeitas, o Castelo de Leiria, são todos locais de visita obrigatória cuja monumentalidade a todos fascina.

Zonas de beleza natural

A Lagoa de Óbidos, a reserva natural da Berlenga, o parque natural das serras de Aire e Candeeiros, a Serra de Montejunto, a Barragem de S. Domingos, o Paul da Tornada, são destinos inesquecíveis para os amantes da natureza e de caminhadas ao ar livre.

Lazer e desporto na zona

Golfe na Praia D'el Rei, Bom Sucesso e Consolação, Kart no Bombarral, Batalha e Lourinhã, Windsurf, Remo e Vela na Lagoa de Óbidos, Surf, Windsurf, Kitesurf e Bobyboard em Peniche, Baleal e S. Martinho do Porto, Hipismo em Óbidos, Alfeizerão e Alcobaça. Nos Desportos Radicais, Moto4 na Quinta do Campo, Parapente e Asa Delta na Nazaré e Salgados, Mergulho, Caça Submarina e Pesca Desportiva nas imensas Praias de águas transparentes. Termas nas Caldas da Rainha, Vimeiro e Torres Vedras. Tudo propostas irrecusáveis para tornar as suas férias e fins de semana mais aliciantes.

As inúmeras praias do Oeste, desde sempre um marco nas férias de portugueses e estrangeiros de todo o mundo, onde pontuam como das mais apreciadas as da Nazaré, Paredes de Vitória e S. Pedro de Muel, a Norte e, para Sul, S. Martinho do Porto, Salgados, Foz do Arelho, Baleal, Praia d'El-Rei, Peniche, S. Bernardino, Consolação, Areia Branca e Santa Cruz. Em todas elas sempre a garantia de um dia bem passado, entre a areia fina e quente e o imenso Atlântico para banhos enérgicos e divertidos.

Gastronomia

Com a Nazaré a dois passos e Peniche a três, a Quinta do Campo proporciona-lhe o casamento perfeito entre estar bem instalado e a facilidade de saborear o peixe fresco e os vinhos da Região.

Da proximidade do Atlântico, o peixe – o melhor do mundo – e o marisco são reis e assumem o lugar de relevo na gastronomia da região. O robalo, o pargo e as sardinhas das lotas, andam de braço dado com as amêijoas da Lagoa de Óbidos e a lagosta suada do Porto das Barcas, ícones da cozinha do Oeste, com prolongamento no cabrito assado e nas carnes da matança, de enchidos generosos e de sabor incomparável. Rematar a refeição com trouxas ou lampreia de ovos, com os inigualáveis pastéis de feijão de Torres Vedras ou com a famosa doçaria conventual de Alcobaça, é obrigatório. Por fim, o toque de frescura de uma pera rocha ou de uma maçã de Alcobaça.

Necessariamente, a acompanhar, a excelência dos vinhos do Oeste, onde predominam as castas Periquita, Tinta Miúda e Camarate, nos Tintos, e Arinto, Fernão Pires e Vital, nos Brancos. Aliás, tradição vinícola desta região é já bem antiga, pois data da colonização romana a sua eleição para o cultivo da vinha, realidade que prevalece nos dias de hoje, patente nas inúmeras rotas dos vinhos que por aqui proliferam.

A terminar, uma ginginha de Alcobça.

História

Embora muito alterada ao longo dos séculos, devido às necessárias actualizações técnicas, a Quinta do Campo é a única granja do Mosteiro de Alcobaça que perdurou, conservando-se até aos nossos dias (cf. Paulo Martins, Proc. de Class., IPPAR/DRL). As construções que hoje aí se observam remontam a períodos distintos, mas à excepção da casa de habitação e de outras edificações mais recentes, o conjunto de cariz utilitário é o que servia os monges em 1834, apenas tendo sido objecto de intervenções de restauro.

As origens desta vasta área cultivável conhecida como Granja do Valado está documentada desde o século XIII, fazendo-se recuar a instalação dos religiosos cistercienses ao final da centúria anterior (PEDRO; JOSÉ; SOUSA, 1988).

A presença dos monges brancos, com os seus consideráveis conhecimentos agrícolas e de hidráulica, permitiu desenvolver toda esta vasta propriedade. Para tal, foi drenado o paúl do Valado, e mais tarde, já no âmbito das reformas pombalinas, o trabalho foi continuado por Frei Manuel de Mendonça, o que possibilitou o aumento da área a cultivar, facto que, muito possivelmente, estava na origem da alteração do nome de Granja do Valado para Quinta do Campo (NATIVIDADE, 1944, p. 50; Paulo Martins, Proc. de Class., IPPAR/DRL). No século XIV a Quinta funcionava já como Escola de Hidráulica Agrícola, e os colonos que trabalhavam nos coutos eram instruídos sobre a melhor forma de o fazerem, sendo-lhes fornecidos os equipamentos e sementes necessários. Assim se manteria até à extinção dos conventos, embora dos edifícios medievais pouco ou nada reste, uma vez que a intervenção pombalina veio melhorar os anteriores equipamentos.

Desta vertente agrícola da Quinta são testemunho os edifícios que formam o pátio, desenhando um U fechado pela actual casa de habitação. Trata-se da adega, dos celeiros e das cavalariças, que se pautam por uma arquitectura depurada, com fachadas marcadas pela abertura de janelas de linhas rectas e portas de verga curva, sem qualquer decoração, e acesso ao andar superior por escadas externas.

Os monges que permaneciam na Quinta viviam, certamente, no convento de reduzidas dimensões que se erguia onde hoje está a casa, dispondo ainda de uma pequena capela. Pouco se sabe sobre a ocupação destes dois espaços, a não ser que, em meados do século XIX se encontravam em ruínas. Ou pelo menos assim o terá entendido o proprietário, o espanhol Manuel Yglésias que, depois da extinção das ordens religiosas, mandou demolir o edifício conventual e o templo. Em sua substituição ergueu, cerca de 1850/60, a casa de habitação, sob a orientação de um técnico francês sobre o qual não se conhecem mais dados (Paulo Martins, Proc. de Class., IPPAR/DRL).

De planta rectangular, a casa apresenta uma longa fachada caracterizada pela simetria na abertura dos vãos de ambos os pisos - janelas de linhas rectas que alternam com três portas no piso térreo e apenas janelas no andar superior. Ao centro, e a marcar o eixo, uma mansarda. No alçado posterior, mantém-se a mesma simetria, abrindo-se para um jardim onde se encontra uma construção circular que é um miradouro com vista sobre a várzea. Actualmente a funcionar como Turismo de Habitação, foi necessário acrescentar e remodelar, a Sul, algumas dependências da Quinta para melhor cumprir as suas novas funções. Procurou-se, no entanto, conservar a estrutura espacial, orgânica e funcional cisterciense, sendo que o sistema hidráulico de controlo das marés e da salubridade das águas se mantém em aparente bom estado (IDEM).

(Rosário Carvalho)